Na labuta diária de quem atravessa a cidade pra estudar, verifico que condutores não respeitam o próximo não só por uma fechada ou uma moto que se lança na sua frente não temendo o que pode acontecer com sua saúde, mas tambem o total desrespeito com os cuidados que se deve ter com os veículos que estão utilizando. Vejo: Motos, caminhões, ônibus, topics, carros, jeeps, soltando muita fumaça branca ou preta para o meio ambiente e fiscalização que é bom nada. Enquanto isso, vamos vivendo numa Fortaleza/Ce cada vez mais quente e sem a preocupação dos orgãos de fiscalização com esta situação. O que se vê na tv, são fiscalizações timidas e isoladas em determinado trecho. Amigos da Semace, apareçam, dêem o ar da graça. Só umas dicas: av.Mister Hull, Eduardo Girão, Leste Oeste, Cocó.
Se a preocupação com o a sustentabilidade ganha mais adeptos todo ano, as boa iniciativas em prol de nossa segurança ambiental infelizmente não seguem no mesmo ritmo. Aqui mesmo neste blog foi dito que, com pequenos investimentos por parte de cada nação, é possível evitar um cenário futuro de catastrofe ambiental onde até o acesso à água seria motivo para guerras.
Porém, o trabalho dos governos em garantir o acesso da população a um bem tão vital ainda costuma "dar com os burros n'água". Um exemplo é a construção de uma adutora que liga o Açude Orós (localizado na cidade de mesmo nome, no interio do Ceará) ao Riacho Feiticeiro. Há quem defenda que a transposição das águas do Óros para o riacho pode prejudicar atividades piscicultoras e cultivo de grãos na bacia do Açude Orós e que o açude Feiticeiro até já sangrou em 2008 e 2009 sem nunca ter precisado de adutoras para abastecê-lo.
Já no velho Açude Cedro, também no interior do Ceará, o problema é a poluição. Hoje boa parte da cidade de Quixadá já não conta mais com o abastecimento do açude.
Açude Cedro. Riqueza indisponível para a população de Quixadá.
E pensar que estamos no país que concentra em torno de 12% do volume de água doce no mundo.
O aquecimento global é um fato cada vez menos contestável, sentido na pele até pelos mais céticos. Até mesmo o próprio George W. Bush já reconheceu que os Estados Unidos da América estavam viciados em petróleo (um dos muitos responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global).
De certo modo chega a ser reconfortante ver que, aos poucos, os mais interessados na queima de combustíveis fosséis estejam se desgarrando das fontes de energia não renováveis. Exemplo interessante são as montadoras de automóveis.
Claro que esse processo de desapego ao petróleo é lento e demanda coragem e boa vontade. Mas já fazem 16 anos desde que a General Motors colocou o Ev1 nas ruas. E se a coragem foi pouca para seguir adiante com a produção de seu único veículo movido a eletricidade (todos os EV1 foram sumariamente recolhidos em 1999), a concorrência bancou sua cota de coragem para estabelecer de vez um nicho crescente na indústria automotiva: o dos carros híbridos.
Chevrolet EV1. Foi se embora tão jovem...
São chamados de híbridos os veículos que possuem um motor de combustão interna, normalmente a gasolina, e um motor eléctrico que permite reduzir o esforço do motor de combustão e assim reduzir os consumos e emissões. Se por um lado foi-se embora o Chevrolet EV1, acompanhado do Toyota Rav4 EV e Ford Ranger EV (todos movidos unicamente a energia eletrica, como a sigla EV denuncia), em seu lugar veio o Toyota Prius. O híbrido da montadora japonesa desembarcou nos Estados Unidos em 2001 e lá encontrou seu maior mercado. A GM, que provocara anos antes a eutanásia de seu EV1, respondeu com o Chevrolet Volt. Lançado como carro conceito no salão de Detroit em 2007, o híbrido da GM só começou a ser produzido em 2010.
Toyota RAV4 EV
Ford Ranger EV
Toyota Prius. O híbrido que conseguiu cair no gosto até do mercado mais viciado em petróleo do mundo
Chevrolet Volt. Promessa que levou quase 4 anos pra entrar em linha de produção.
Para nós, no Brasil, apenas um sonho distante. Para EUA e Europa, uma realidade. Nesses mercados o Volt e o Prius já tem a companhia do Honda Insight (híbrido) e do Nissan Leaf (elétrico). E mesmo os veículos híbridos, agora já saem de fábrica com plugues para carregar suas baterias direto na tomada (sem necessidade do trabalho do motor a combustão para tal). Hoje a maioria das montadoras tem pelo menos um carro conceito movido a eletricidade ou híbrido esperando entrar em linha de produção.
Honda Insight. Qualquer semelhança com o Toyota Prius...
Nissan Leaf. Garantia de emissão zero de gases.
Por ora, em terras Tupiniquins, temos somente o Ford Fusion híbrido e a eterna promessa de chegada do Toyota Prius. Será falta de incentivos fiscais ou de coragem mesmo? A resposta ainda vai demorar muito.
A Construtora Luiz Costa e a JC Oliveira Mineração, ambas responsáveis pela construção da Arena das Dunas (estádio-sede de Natal na Copa de 2014) foram flagradas retirando areia e despejando entulho nas Dunas de Genipabu, que é uma Area de Proteção Ambiental. A denúncia foi feita pelo vereador Fernando Lucena, em um post no seu blog.
Mesmo depois de ter o pedido de uso da área negado pelo Instituto Estadual de Desenvolvimento Sustentável e do Meio Ambiente (Idema-RN) em 25 de agosto desse ano, a empresa J.C. Oliveira obteve um mandado de segurança para continuar extraindo argila, areia e saibro em uma área de 2,26 hectares na cidade de Extremoz.
O diretor técnico do Idema, Jamir Fernandes, informou na semana passada que a mineradora tinha obtido uma licença para escavar no local em 2007, mas ela deixou de ter amparo legal com a criação da Área de Proteção Ambiental em agosto de 2009. Na época, o Idema emitiu uma licença ambiental onde a mineradora se comprometeu a tapar o buraco com restos de construção, cobrir com uma camada de solo e replantar a vegetação, mas essa licença venceu no dia 10 desse mês.
O jornal potiguar Tribuna do Norte publicou fotos que provam as denúncias, mostrando a dimensão do buraco, escavadeiras trabalhando e caminhões levando areia e trazendo entulhos. E o jornal do Meio Dia da Global foi apurar gravou uma extensa matéria sobre o assunto.
Electricité de France (EDF) foi sentenciada esta segunda-feira (14) por uma corte francesa a pagar uma multa de 1,5 milhão de euros (pouco mais dede 3,5 milhões de reais) por invadir uma rede de computadores do Greenpeace em 2006.
O chefe de segurança da EDF é acusado de contratar em 2006 o serviços da Kargus Consultants, uma agência de detetives para espionar os planos do Greenpeace de atrapalhar a construção de novos reatores no Reino Unido. Foi usado um vírus do tipo cavalo de Tróia para invadir o computador do diretor das campanhas da ONG na França, Yannick Jadot, e roubar cerca de 1400 documentos.
Além da multa principal, a EDF também foi ordenada a pagar 500 mil euros em danos ao Greenpeace. O chefe de segurança da produção nuclear acusado de ordenar o serviço, Pascal Durieux, foi condenado a 3 anos de cadeira, mais 2 anos de suspensão e uma multa de 10 mil euros por comissionar o crime. O numéro dois da EDF, Pierre-Paul François, também recebeu uma sentença de três anos e mais 30 meses de suspensão. O juiz também condenou o ex-membro do serviço secreto francês Thierry Lorho, presidente da Kargus Consultants, a três anos de cadeia, dois de suspensão e uma multa de 4 mil euros, e o assistente técnico responsável pela invasão Alain Quiros recebeu dois anos de suspensão.
Nenhum funcionário da EDF comentou o veredito, mas os seus advogados declaram no tribunal que a empresa foi vítima de esforços demasiadamente protecionistas e não sabia que alguém iria invadir um computador. Representando o Greenpeace, Adélaïde Colin falou que as multas e danos garantidos mandam uma forte mensagem para a indústria nuclear que ninguém está acima da lei e que os eleitores franceses devem lembrar desse escândalo nas próximas eleições presidenciais. Mas essa briga entre a EDF e o Greenpeace já dura vários anos. De acordo com um testemunho confidencial publicado pelo site Mediapart, a EDF tem organizado a vigilância do Greenpeace não apenas na França, mas em boa parte da Europa desde 2004.
A EDF é a maior fornecedora de energia nuclear do mundo, possui 58 usinas na França (onde a energia nuclear responde por 3/4 do total produzido) e 8 no Reino Unido, onde planeja construir mais quatro reatores. Ela é dona do operador de energia nuclear britânico, a British Energy, e é um dos maiores patrocinadores das Olimpíadas de Londres no próximo ano. Atualmente, ela possui mais quatro reatores em construção na Finlândia, França e China, que estão muito atrasados e com o orçamento estourado. Mas isso não parece atrapalhar muito os planos da empresa, que reportou esse mês um aumento de 3,2% nas vendas e aumentou as metas para geração de energia nuclear na França.
A ocupação demográfica da Amazônia legal nos últimos 50 anos tem levado a níveis significativos de desmatamento, resultante de múltiplos fatores, tais como a abertura de estradas pioneiras, o crescimento das cidades, a ampliação de pecuária extensiva, a acelerada exploração madeireira e a crescente agricultura intensiva de monoculturas. A área cumulativa desmatada na Amazônia legal brasileira chegou a cerca de 653.000 km2 em 2003, correspondendo a 16,3% da região. Este estudo visou a determinar o desmatamento dentro e fora dos atuais Unidades de Conservação (UC) e Terras Indígenas (TI) na Amazônia legal, nos estados de Mato Grosso, Rondônia e Pará, que, juntos, corresponderam por mais de 90% do desmatamento observado entre 2001 e 2003. Os resultados mostraram que o desmatamento foi cerca de dez a vinte vezes menor dentro das Unidades de Conservação e Terras Indígenas do que em áreas contíguas fora delas. Isto demonstra a importância dessas áreas protegidas para diminuir o processo do desmatamento nos três estados. Isto refuta a hipótese generalizada de que estas áreas não cumprissem a sua função principal na conservação e uso racional dos recursos na Amazônia legal.
De acordo com o site http://uc.socioambiental.org ,
De cada cinco árvores derrubadas ano passado na Amazônia, uma tombou em reservas indígenas ou de proteção ambiental. Levantamento inédito do Ibama usando dados do Prodes, o sistema que mede por satélite a devastação anual da floresta, mostra que 22,3% das derrubadas ocorreram nas chamadas terras intocáveis, que deveriam estar a salvo das motosserras. Embora o governo tenha comemorado quedas consecutivas na destruição da Amazônia desde 2004, a participação das áreas protegidas no total devastado dobrou no mesmo período. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admite que a situação é alarmante.- É um número terrível. Isso mostra que as nossas reservas não estão bem protegidas, e que não basta criar uma área no papel para garantir a preservação da floresta - diz o ministro.
Estudiosos prevêem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações. Há sinais dessa tensão em áreas do planeta como Oriente Médio e África. Mas também os brasileiros, que sempre se consideraram dotados de fontes inesgotáveis, vêem algumas de suas cidades sofrerem falta de água. A distribuição desigual é causa maior de problemas. Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce do mundo.
Além de colaborar com o meio ambiente, a prática de economia de água e seu consumo consciente, podem gerar uma boa economia na conta de água no final do mês.
Algumas medidas simples podem ser tomadas para casar grandes impactos positivos, como por exemplo:
- Ao escovar os dentes e se barbear, manter a torneira fechada;
- Fechar a torneira enquanto ensaboar as louças e talheres;
- Usar a máquina de lavar roupas na capacidade máxima;
- Na hora do banho, procurar se ensaboar com o chuveiro desligado e procurar tomar banho rápido;
- Não jogar óleo de fritura pelo ralo da pia. Além de correr o risco de entupir o encanamento da residência, esta prática polui os rios e dificulta o tratamento da água;
- Não deixar que ocorram vazamentos em encanamentos dentro da residência;
- Entrar em contato com a companhia de água ao verificar vazamentos de água na rede externa;
- Usar a descarga no vaso sanitário apenas o necessário. Manter a válvula sempre regulada;
- Reutilizar a água sempre que possível;
- Utilizar regador no lugar de mangueira para regar as plantas;
- Usar vassoura para varrer o chão e não a água da mangueira;
- Lavar o carro com balde ao invés de mangueira;
- Captar a água da chuva com baldes. Esta água pode ser usada para lavar carros, quintais e regar plantas;
- Tratar a água de piscinas para não precisar trocar com freqüência. Outra dica é cobrir a piscina com lona, enquanto não ocorre o uso, para evitar a evaporação;
- Colocar sistemas de controle de fluxo de água (aeradores) no bico das torneira.
Dá para economizar mais de 400 mil litros de água por ano se souber fazer um consumo racional e consciente de água.Você deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes ou lava louça? Esquece da vida na hora do banho? Então, desperdiça muita água. Toda a água dentro da piscina é o que dá para economizar ao longo de um ano. Um professor de matemática fez as contas. "Total de 403.200 litros. Quase uma piscina semiolímpica". Fonte: Jornal Hoje-27/12/10