quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Unifor: 70% da água usada para irrigação de jardins provém de lagoa 
De cordo com Chefe de Distrito de Manutenção e Obras (DMO) da Universidade de Fortaleza (Unifor), água utilizada para irrigação não passa por depuração, o que termina por ocasionar mau cheiro

A frequência do mau cheiro em torno dos jardins da Universidade de Fortaleza (Unifor) pode estar na água que os irriga, atualmente retirada, em grande parte, da lagoa existente nas imediações do campus. De acordo com Jomar Batista, gerente do Distrito de Manutenção e Obras (DMO), órgão da Prefeitura da Unifor, “70% da água para jardinagem, o que chamamos de aguação, nós retiramos diretamente da lagoa”, explica.

Entretanto, essa água não passa por qualquer processo de filtragem, tampouco por fiscalização da qualidade do material líquido de seu fornecedor natural. Batista não confirma se esse processo será reavaliado, mas atenua a situação afirmando que a água penetrada no solo retorna ao lençol freático, e, em seguida, à lagoa. “Há inclusive um projeto que visa utilizar 100% da água para irrigação, proveniente dela (a lagoa)”, ressalta.

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) responde pelos outros 30% da água utilizada via asperção em mangueira, para irrigação dos jardins.

Poços artesianos
Outro problema de manejamento do recurso hídrico nas dependências da Unifor são os poços artesianos. Dos dez perfurados pela universidade, quatro são inutilizados por conta da alta salubridade presente nos reservatórios.

Jefferson Passos

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Saneamento será um dos grandes desafios para o próximo prefeito de Fortaleza







A população que não conta com o saneamento básico sofre constantemente com doenças que muitas vezes são causadas pela poluição da água que ocorre por causa da falta de esgotamento. Até o ano passado, metade da população da capital não tem sido beneficiada com o esgotamento. O dado é do site da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) que informa o índice de 46,40% de carência de esgotamento.
            Fortaleza está no 28º lugar em saneamento básico no ranking das cidades mais populosas do Brasil, sendo uma das que está com o pior índice, de acordo com o site Planeta Sustentável e cruzamento de dados do IBGE 2010 e pesquisas nacionais e internacionais de saneamento básico. O novo prefeito de Fortaleza terá o saneamento básico como um dos grandes desafios de seu governo.
            Grandes obras de abastecimento de água e esgoto estão sendo realizadas na capital, mas muitas delas não beneficiam a população mais carente. Pois são realizadas apenas nos lugares mais nobres da cidade como Aldeota, Beira Mar e Praia de Iracema. O que não ocorre, por exemplo, no Bairro Antônio Bezerra que vem sofrendo há algum tempo com a falta de água.
            O novo prefeito terá como legado diminuir as diferenças no saneamento básico de Fortaleza dando boas condições de saúde para toda a população diminuindo a proliferação de doenças de veiculação hídrica.

Doenças de veiculação hídrica

Existem muitas doenças que são causadas pela poluição da água e um dos meios mais importantes para evitar essa poluição é o saneamento básico. O abastecimento de água também é uma forma de evitar que as pessoas fiquem doentes por causa de água contaminada, pois receberam água em boas condições de uso.
São doenças transmitidas pela água:
·         Diarreia infecciosa
·         Cólera
·         Leptospirose
·         Hepatite
·         Esquistossomose

Saneamento básico no Brasil

No Brasil, 83% das pessoas tem acesso ao abastecimento de água, mas somente 55% tem coleta de esgoto o que causa uma maior facilidade de ficar doente, pois a poluição e a proliferação de doenças é constante devido os esgotos a céu aberto.















Por: Lia Sequeira

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Por que reciclar o óleo de cozinha?




Nem precisa se envergonhar, a grande maioria dos consumidores joga o óleo usado na pia ou no lixo. Outros, que se dizem ecologicamente corretos, jogam no vaso sanitário ou colocam dentro de uma garrafa para ser descartada no caminhão de lixo. Nenhuma dessas formas é a melhor solução para se livrar desse vilão do lixo doméstico, pois se o óleo for jogado na pia, além de entupir o encanamento, pode prejudicar o meio ambiente contaminando rios e lençóis freáticos, colocando em risco a vida aquática e comprometendo a alimentação humana. Se for colocado dentro de uma garrafa plástica e jogado no lixo pode ocorrer um vazamento que contaminará as águas subterrâneas, mas, se armazenadas, forem levadas para um posto de reciclagem, lá ele será tratado e utilizado na produção de tintas, biodiesel, vernizes e sabão.
Para facilitar a transformação de óleo em sabão, Rômulo Carmo, diretor da Reciprátik, criou o Reciclador de óleo de cozinha, que armazena os resíduos e transforma o óleo em sabão biodegradável.


Mesmo se não tiver este equipamento, a produção de sabão também pode ser feita.



Estudos analisados pela Ecóleo afirmam que:
O Brasil produz anualmente 9 bilhões de litros de óleos à 1/3 dessa produção vai para os óleos comestíveis à consumo per capita fica 20 litros/ano = produção de 3 bilhões de litros de óleos por ano no país à apenas 1% de óleos vegetais usados no Brasil são coletados.  Todo o resto se divide em contaminar o meio ambiente.

Esse resíduo não se dissolve dentro da água, com isso é formada uma camada densa poluindo rios, lagos e aquíferos. Os óleos mais leves do que a água ficam na superfície e acabam impedindo a entrada de luz e oxigenação, comprometendo a vida aquática e causando corrosão de canos de esgoto, contaminando o solo e reduzindo a quantidade de oxigênio em fontes de água. O óleo de cozinha, já deve ter um destino ecologicamente correto que pode evitar a poluição do meio ambiente: a reciclagem.

Para evitar o descarte inadequado do óleo é fácil. O cidadão deve pegar todo o óleo usado, colocar em um recipiente fechado e mandar para a reciclagem. O melhor de tudo é que essa reciclagem pode trazer economia e até lucro.

Na Coelce foi feito um programa de gestão no qual os clientes se cadastram, recebem um cartão com chip e começam a entregar os resíduos no posto de coleta em troca de descontos nas contas de energia elétrica, podendo fazer um acompanhamento pela Internet. Além do óleo vegetal, os clientes podem entregar outros resíduos como metal, plástico, vidro, papel, papelão, ferro e cada resíduo tem seu valor em quilo, unidade ou litro. Caso o valor da bonificação seja superior ao total da conta, o excedente é creditado automaticamente na fatura seguinte. Hoje, 38 pontos fixos de coleta do Ecoelce estão em funcionamento, sendo 17 em Fortaleza, 4 na Região Metropolitana e 17 no interior do estado, além de 26 locais de coleta móvel no interior do Ceará. 

A Prefeitura de Fortaleza, por intermédio da Secretária Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), com o objetivo de reaproveitar a grande quantidade de resíduos sólidos produzidos, lançou a Campanha de reciclagem de óleo de cozinha. O óleo pode ser despejado em tambores de armazenamento de óleo distribuídos por Fortaleza e, quando recolhido, será doado para a Usina de Beneficiamento para tirarem todas as impurezas do óleo, e dali, será limpo e vendido para a Usina da Petrobras em Quixadá, transformando-se em biocombustível.

Pontos de coleta em Fortaleza:
Ecoelce: Segunda à sexta, de 8h às 12h e 14h às 18h. Informações: ()85
 3453.4956
Semam (Regional VI). Avenida Paulino Rocha, 1343 - Cajazeiras
Mercado São Sebastião (Sercefor) - Rua Gal. Clarindo de Queiroz, 1745 - Centro
Em implantação
Ecoponto da Av. Leste-Oeste (Regional I)
Ecoponto da Rua Meruoca - Varjota (Regional II)
Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SDE (Regional IV)
Secretaria Executiva Regional do Centro
Secretaria Executiva Regional I
Secretaria Executiva Regional II
Secretaria Executiva Regional III
Secretaria Executiva Regional IV
Secretaria Executiva Regional V
Secretaria Executiva Regional VI
Escola Municipal Eduardo Campos na Sabiaguaba (Regional VI)
Associações de Catadores:
Jardim das Oliveiras (Regional VI)
Siqueira (Regional V)
Ancuri (Regional VI)
Pirambu (Regional I)
Serrinha (Regional IV)
Bonsucesso (Regional III)
Bairro de Fátima (Regional IV)



Bruna Feijó

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

[Ensaio Fotográfico] Belezas do Brasil

Foz de Iguaçu - PR


Em Foz do Iguaçu fica localizada as Cataratas do Iguaçu que foi eleita uma das Sete Maravilhas da Natureza e também uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. O Parque Nacional do Iguaçu é tombado como Patrimônio Natural da Humanidade e é lá onde ficam as Cataratas do Iguaçu.
            Além das Cataratas a cidade tem uma enorme diversidade de passeios ecoturísticos e também conta com diversos passeios culturais.

           Foz do Iguaçu é uma cidade que tem várias reservas naturais como a Reserva Biológica, o Refúgio da Vida Silvestre, a Área de Proteção Ambiental, a Floresta Nacional e a Reserva Extrativista.



























Por: Lia Sequeira

sábado, 20 de outubro de 2012

Que belo lixo


No documentário “Lixo Extraordinário”, acompanhamos o artista plástico brasileiro Vik Muniz em um aterro sanitário do Rio de Janeiro, localizado no Jardim Gramacho, um dos maiores do mundo. Além da produção das obras, vemos também um pouco da vida de alguns daqueles catadores, tão marginalizados na sociedade, porém de suma importância dentro do esquema de tratamento dos resíduos produzidos por nós.

 Somos apresentados a grande sociedade que é formada dentro do lixão, retirando a imagem banalizada que temos do lugar, onde gostamos daqueles simpáticos catadores, que procuram levar uma vida digna.

 A maior parte da película é composta de depoimentos dos catadores dentro do aterro, ou mesmo em suas residências. Na 3º parte do documentário, vemos como eles participaram diretamente do processo de produção das fotografias, auxiliando Vik em suas obras.

 A partir deste documentário, além de humanizar os catadores, o artista nos mostra o quão belo pode ser o nosso lixo, desde que tratado apropriadamente e de forma criativa. O conceito dessa reciclagem já está no consciente dos catadores, que em seus depoimentos apóiam veementemente essa atitude, sabendo que assim estão ajudando a melhorar o meio-ambiente.

 O documentário mostra, implicitamente, como é importante a coleta seletiva, facilitando o trabalho dos “funcionários” dos aterros sanitários, onde do que nós não desejamos mais, podem sair verdadeiras obras de arte.

- Hamlet Victor

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Vale da Biodiversidade

“O Código Florestal é um retrocesso a proteção ambiental brasileira” enfatiza a Dra. Geovana Cartaxo, pesquisadora na área de Direito Ambiental


As mudanças no Código Florestal e o recente veto da presidenta Dilma intensificaram as discussões sobre a legislação ambiental brasileira fazendo dando continue a mobilização pela proteção ambiental e modificação do código, que contraria o ponto de vista de ambientalistas pela preservação e conservação da biodiversidade brasileira.
A insatisfação instiga a articulação de novos projetos de lei pela proteção das florestas “porque a maior riqueza do Brasil é essa biodiversidade que nós precisamos resgatar e proteger”, explica a professora Geovana  Cartaxo, mestre em Direito e Desenvolvimento, cuja dissertação foi intitulada “O direito ambiental como instrumento para participação comunitária na defesa do meio ambiente”. A advogada atua no direito ambiental se dedicando a abordagem das áreas de preservação permanente, a legislação urbana e o desenvolvimento sustentável.
Confira a seguir a entrevista da professora Geovana Cartaxo concedida ao portal de notícias e informações jurídicas direitoce.com.br
 
Professora Geovana, existe um grande debate ambiental sobre as mudanças no Código Florestal. Que análise a senhora faz deste assunto?
O novo Código Florestal, modificado recentemente pela medida provisória da presidenta Dilma, com alguns vetos, é um retrocesso  a proteção ambiental, tanto para a economia, principalmente para o equilíbrio ambiental, não só no campo mas na cidade. O Brasil sofreu recentemente vários problemas de grandes inundações, a exemplo de Santa Catarina, exatamente pelo desequilíbrio ambiental e a devastação das áreas de preservação.

E a relevância dos vetos realizados pela presidenta a alguns artigos?
Os vetos foram importantes porque diminui a anistia, que era total. Ela modulou as áreas por tamanho de propriedade que devem ser recuperadas e isso pelo menos tem alguma área a ser recuperada. É preciso organizar a fiscalização disso. O veto importante que ela fez foi o cadastro rural, mas é preciso ampliar esse cadastro para ele ter maior transparência. Não está clara a transparência desse cadastro. A gente está agora com Lei de Acesso a Informação e esse cadastro tinha que ser acessível a toda a população, está na internet. Isso a lei também não trouxe de forma clara para que a população ajude a fiscalizar ou ajude a tornar mais transparente esse processo de recuperação ambiental.

Então, o veto ainda deixou muitas lacunas para que aconteça uma efetiva proteção das florestas?
O veto foi muito tímido no final das contas. Ele trouxe pequenos avanços e não o que a sociedade pediu e se mobilizou por muito mais. Também não atendeu as expectativas dos ambientalistas. Queria-se um efetivo veto total da lei para recomeçar a discussão. O processo foi muito sem participação no Congresso. Foi muito atabalhoado, a academia não foi ouvida. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) se manifestou contra. Vários cientistas e também pequenos produtores se manifestaram pelo veto total. E a recuperação que pode ser feita por qualquer espécie também foi muito criticada. Vai diminuir a biodiversidade. Uma área que o Código Florestal previa como mata nativa, hoje pode ser recuperada com eucalipto.
 
E as Áreas de Preservação Permanente (APP)?
Foram anistiadas todas as formas de desmatamento até 2008 e a área de recuperação que a medida trouxe muito pequena. Agora, a partir da medida provisória só é obrigado a recuperar  as áreas de preservação, isto é, as margens de rio, as encostas de acordo com o tamanho da propriedade. Do ponto de vista ecológico, isso é absurdo. A margem do rio em determinada área vai ser recuperada 5 metros. Se a propriedade for grande essa área pode crescer até quinze, trinta metros. Essa variação, não tendo como referência o ecológico e o equilíbrio ambiental não responde a necessidade de sobrevivência desses ecossistemas.

Como fica a luta dos pequenos produtores?
Uma das lutas que os pequenos produtores tinham é que a medida não fosse só pelo tamanho da propriedade, mas também pelo uso. As vezes a propriedade é pequena, mas é uma propriedade de veraneio e não é um pequeno produtor rural. Essa diferença não foi feita pela lei. É simplesmente o tamanho da propriedade e não se você tem uma atividade econômica que vá limitar a atividade pela proteção ambiental. Então em vários aspectos, seja pela anistia das muitas das áreas degradadas, seja pela pequena margem de recuperação que foi imposta pela medida provisória é um retrocesso.

E os manguezais no Ceará?
É uma área muito grande, de ocupação por ecossistema, que é muito frágil. Nós temos no Ceará, os manguezais. Uma área que está sendo muito afetada. Eles respondem por noventa por cento do equilíbrio das espécies marinhas. Noventa por cento do que consumimos se reproduzem nos manguezais. Então isso é muito importante para a pesca, para uma série de populações tradicionais do Ceará, que tiram seu sustento da pesca. E a medida provisória permite trinta e cinco por cento de ocupação. É difícil de ser executada. A gente não sabe como medir esses trinta e cinco por cento, como mapear  e controlar.

Como fica o trabalho das ONGs com as mudanças no Código Florestal?
As ONGs no Ceará se mobilizaram bastante, foram várias manifestações pela defesa do Código Florestal, Terramar, Aquasis, Tucum. Várias ONGs tem a defesa do meio ambiente e a defesa das populações das comunidades do Ceará que sofre com secas muito severas e é fundamental a proteção ambiental para que a gente tenha água. Então o discurso de produção com a devastação ambiental ele também não se sustenta. Os estudos da USP e da Esalq, têm demonstrado que os municípios com maior área de preservação são os mais produtivos. Então, é meramente um capricho dos deputados, porque muitos deles têm processos de multa e processos ambientais.

Estamos as vésperas da Rio + 20 ....
É um absurdo esse retrocesso, as vésperas da Rio + 20. Você ter um retrocesso ambiental nesse sentido, em que se quer fundar uma economia verde, quer mudar esse sistema, para um sistema mais sustentável e a legislação vai no sentido oposto.

Quanto as áreas de conservação o que muda com o novo Código Florestal?
Também houve um retrocesso muito grande porque foi mudada a possibilidade de criação das unidades de conservação. Elas passaram a ser uma obrigação das assembleias e do Congresso e não mais da presidente. Então todas as áreas de quilombo, como as unidades de conservação federal estão restringidas na sua criação federal. Nós precisamos criar mais áreas de proteção ambiental. Nós temos um fundo que também não é transparente, não é gerido. Tem recursos para isto, no entanto, há uma dificuldade na criação dessas áreas e nos últimos anos diminuíram essas novas unidades de conservação.
 
Houve um retrocesso na criação das áreas de conservação nos últimos anos?
Nos últimos anos houve uma diminuição nesse processo de conservação. A Semana do Meio Ambiente era comemorada com a criação de novas áreas que deve ser precedida de estudos técnicos e de audiências públicas A criação de unidades de conservação é um processo longo. Precisa de mobilização dos órgãos ambientais para a identificação e criação que em si não é suficiente. É necessário um plano de manejo e de recursos para você manter essas unidades de forma sustentável.

E as unidades de conservação?
Uma unidade de conservação muito interessante dos sistemas de conservação brasileiro são as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), ou seja o proprietário rural por iniciativa dele, não precisa esperar o poder público, pode pegar parte da propriedade dele e criar o RPPN. Com isso ele vai receber incentivos fiscais, não vai pagar imposto  sobre aquela área e vai ter prioridade sobre os financiamentos públicos. Isso poucas pessoas conhecem, principalmente aqui no Ceará. Nós precisamos criar mais. Temos as áreas de caatingas muito afetadas e é um incentivo econômico conciliar a economia e a proteção ambiental pela criação das RPPNs. Isso pode ser feito tanto via Semace como pelo Ibama, mas deve partir da iniciativa do particular, do dono da terra.

Quanto as manifestações pelo veto realizadas em Fortaleza ...
Fortaleza conseguiu organizar duas grandes manifestações pelo veto a Dilma. Foi mobilização pela internet. Não teve liderança, não teve um partido, mas foram jovens que criaram uma página no facebook, me convidaram e a gente foi para algumas reuniões. Foi uma organização colaborativa de pessoas que nem se conheciam muito bem e cada um levou uma atividade. Houve pintura, cartazes. Acho que a questão ambiental, como ela une muita gente e ela é uma nova utopia, uma nova esperança, com um compromisso ético e com o futuro ela foi interessantíssima pelo uso das novas tecnologias, do twitter e do facebook. Pintaram no chão as árvores mortas. Tinha o teatro dos ruralistas implicando com todos os manifestantes. Houve a árvore dos desejos. Todo mundo que passava escrevia um bilhetinho, um pedido em relação ao futuro e depois houve uma grande ciranda, todo mundo deu as mãos e cantou. Foi realmente uma manifestação bem emocionante, bem diferente com novas formas de mobilização que eu acho que é o futuro dessa política mediada, pela internet.